Loterj multiplica investimentos sociais e fortalece creches em áreas vulneráveis do Rio

08/12/2025

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A transformação social no Rio de Janeiro ganhou contornos mais nítidos nos últimos anos por meio de uma aposta certeira: a expansão do compromisso da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) com políticas públicas voltadas à primeira infância. Entre 2021 e 2025, a autarquia multiplicou em mais de 40 vezes os recursos destinados a ações sociais — saltando de R$ 1,3 milhão para R$ 45 milhões. Os números revelam mais do que gestão eficiente: expressam uma mudança de escala no impacto sobre comunidades vulneráveis.

Um dos pilares dessa atuação é a parceria com o RioSolidário, responsável pela manutenção de Espaços de Educação Infantil em territórios como Vila do João, Cidade de Deus e Jardim Batam. Nesses locais, crianças entre 6 meses e 3 anos e 11 meses encontram bem mais que acolhimento. O atendimento inclui quatro refeições diárias, acompanhamento pedagógico, professores especializados, uniformes, materiais educativos, atendimento às famílias e estímulo ao desenvolvimento das mães — contribuindo para renda, autonomia e inclusão.

Só na creche da Vila do João, no Complexo da Maré, o projeto tem capacidade para atender até 250 crianças, oferecendo jornada integral das 7h às 17h30, com equipe multidisciplinar, materiais pedagógicos completos, acompanhamento social e alimentação estruturada.  O espaço ainda inclui nove casos de inclusão especial, reforçando o caráter integral da assistência.

As creches também se apresentam como pontos de segurança e estabilidade diante da rotina adversa vivida por quem mora nesses territórios — onde tiroteios recentes, barricadas e circulação de homens armados ainda fazem parte do cotidiano. Todas as crianças são tratadas com dignidade, num ambiente alegre e acolhedor, com salas amplas e climatizadas, berçários organizados, banheiros adequados e parquinhos conservados.

Um detalhe chama atenção: os espaços estavam decorados para as festas de fim de ano, com fotos das crianças nos murais, janelas e portas — imagens simples, coloridas e carregadas de simbolismo. As guirlandas feitas pelas turmas, a árvore de Natal improvisada e o brilho infantil diante da ornamentação faziam contraste com o cenário externo, reforçando que, para muitas famílias, aqueles metros quadrados são refúgio, trégua e esperança.

Para o presidente da Loterj, Hazenclever Lopes Cançado, os resultados simbolizam a essência do papel público da autarquia.

“Quando multiplicamos recursos, não estamos apenas ampliando números — estamos multiplicando dignidade, esperança e futuro. Cada aposta feita no Rio de Janeiro precisa voltar para o povo fluminense em forma de cuidado, proteção e oportunidade. É isso que nos move.”

No caminho entre dados e pessoas, números e histórias, a multiplicação de 40 vezes nos aportes sociais traduz, de maneira eloquente, um movimento institucional em direção à responsabilidade: um ato de apostar no que mais importa.

 

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