Loterj reforça integração entre regulação e políticas públicas para fortalecer o setor

25/05/2026

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A regulação do setor lotérico no Rio de Janeiro deixou de ser apenas uma pauta arrecadatória para se consolidar como instrumento de política pública, desenvolvimento econômico e proteção social. Com esse posicionamento, a Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) defende uma integração cada vez maior entre a atividade regulatória e agendas estratégicas de interesse público, apostando na destinação transparente de recursos, na proteção ao consumidor e na promoção do jogo responsável como pilares de um modelo que busca alinhar crescimento econômico, segurança jurídica e impacto social.


Dentro dessa agenda, a presidente da Loterj, Fabíola Esteves, aponta o combate ao mercado ilegal como um dos principais desafios e prioridades do setor. Segundo ela, o fortalecimento da articulação entre órgãos reguladores e instituições públicas é essencial para enfrentar operações clandestinas de forma mais eficaz, garantindo um mercado mais seguro, competitivo e alinhado aos objetivos de desenvolvimento e responsabilidade social defendidos pela autarquia.


“As loterias estaduais podem contribuir com um ambiente regulado e supervisionado, mas a erradicação da ilegalidade depende de ação coordenada entre estados, governo federal, Judiciário, forças policiais, sistema financeiro, plataformas digitais e órgãos de defesa do consumidor”, afirma.


Outro eixo da estratégia é o fortalecimento do Rio de Janeiro como destino de jogos e entretenimento. Para a autarquia, esse avanço depende da combinação entre regras claras, fiscalização eficiente e integração entre regulação, turismo, tecnologia e políticas públicas. A regulamentação das videoloterias (VLTs), estruturada com base em padrões internacionais, é apontada como exemplo desse modelo.


Entre as prioridades desta nova fase estão o reforço da inteligência regulatória, auditorias mais rigorosas, monitoramento em tempo real, combate à lavagem de dinheiro, proteção de dados e ações de prevenção ao vício em jogos. Na avaliação da autarquia, a experiência fluminense tem contribuído para o debate nacional ao antecipar discussões e demonstrar que a regulação estadual pode ser eficiente, desde que alinhada ao marco federal e sustentada por princípios de responsabilidade, conformidade e interesse público.